O seu Blog de Espiritismo.

Alan Silveira

17-04-2011 22:05

 

ENTREVISTA

 

 
O Francisco Rebouças – Espiritista tem o prazer de trazer aos nossos amigos usuários, a entrevista que fizemos sobre um tema muito debatido em nossos dias, o grave problema do tóxico.
 

 
Caro amigo Alan Silveira, primeiramente queremos agradecer pela sua gentil maneira de nos atender para esta conversa instrutiva, sobre tão grave e badalado tema, de nosso cotidiano, e que tantas famílias infelicita...
 

 
Nós é que agradecemos sobremaneira a oportunidade de divulgação da nossa pequenina tarefa. Esperamos que essa entrevista seja a porta de entrada de uma nova vida para irmãos que vivem no seu cotidiano a problemática das drogas.
 

 
Primeiramente gostaríamos de saber um pouco sobre você sua vida suas atividades, etc., quem é ALAN SILVEIRA DA SILVA, você é Espírita, de que casa espírita você é tarefeiro?
 

 
Sim, sou espírita e faço parte de Grupo Espírita Messe de Amor (GEMA), onde coordeno o trabalho de recuperação de dependentes químicos através do setor especializado da Casa que se chama GAEROL (Grupo de Apoio Espírita Rosângela Lima); e também da FEERJ (Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro) onde sou conselheiro fiscal. Tenho 29 anos, sou solteiro e moro com meus pais. Profissionalmente aguardo a convocação para um concurso que fiz e fui aprovado, sendo assim me dedico exclusivamente, no momento, às atividades espíritas.
 

 
Caro Alan, iniciando essa nossa entrevista perguntamos:
 

 
1. Como e por que surgiu a idéia da criação do GAEROL?
 

 
Surgiu basicamente com a necessidade. Certa vez, uma de nossas tarefeiras mais assíduas procurou nossa presidente, Telma Regina, na nossa Casa Espírita (GEMA) pedindo apoio, neste setor, para um jovem, seu filho. Dizia ela que esse rapaz estava completamente viciado e não sabia como agir, o que fazer. Telma por sua vez, começou a movimentar todos os esforços que podia em auxílio a esse jovem. Sem saber como agir em relação à parte técnica, que exigia tratamento adequado, buscou o então presidente da FEERJ, João Luiz Pessoa, questionando-o sobre a existência de um local Espírita adequado para o tratamento em questão. Este foi enfático ao dizer: “Conheço sim, pegue lápis e papel que te passo o nome”. Telma Regina não titubeou e obedecendo a solicitação ouviu o nome da Instituição sugerida por João Luiz: “GEMA”! Estava lançada a semente. A necessidade faz a obra! Esse rapaz foi ajudado da forma que foi possível na época e hoje ele encontra-se bem, dando seqüência à sua vida e servindo à Casa que o acolheu em ajuda. Porém uma coisa ficou clara nesse período; a necessidade urgente de se criar um setor específico de tratamento de dependência química Espírita para acolher casos desta natureza. Foi assim que um grupo de tarefeiros de boa vontade juntou-se, e durante 3 anos, seguindo a orientação da espiritualidade que cerca a nossa Casa, preparou-se tecnica e doutrinariamente para a formação do Grupo. Assim surge o Grupo de Apoio Espírita Rosângela Lima (GAEROL), título dado em homenagem a um desses espíritos amigos que ainda hoje trabalha conosco coordenando espiritualmente nossa atividade, Rosângela Costa Lima, da mesma forma que faz também na “Mansão dos Girassóis”, colônia Espiritual de tratamento para Dependentes Químicos desencarnados situada na fronteira entre os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
 

 
2. Quanto tempo existe o trabalho? Qual seu público alvo?
 

 
O trabalho, depois destes três anos de treinamento, conta dois anos e nove meses de funcionamento. O nosso público alvo são dependentes químicos de forma geral para o trabalho de recuperação, seus familiares e crianças que fazem parte da Comunidade da Martins Torres – Niterói, ou da nossa evangelização e ainda da Escola Anália Franco, também ligada ao GEMA, para o trabalho de prevenção, que é hoje em dia uma das tarefas mais nobres e importantes a ser realizada nos trabalhos ligados ao problema das drogas. É importante que as pessoas saibam disso, pois colocamos todas as Casas Espíritas em condições de ajudar na problemática nos seus setores de evangelização. O raciocínio é simples nesta questão. Diz-nos Rosângela Costa Lima, pela médium e presidente do GEMA Telma Regina, que como qualquer mazela que se apresente, a dependência química tem sua gênese nas encarnações e equívocos passados. Sendo assim, fica para nós, na grande maioria, pela benção do esquecimento do passado, muito difícil, para não dizer quase impossível, dizer que experimentador vai, no futuro, se tornar um dependente químico. A ciência, apesar de todos os esforços que movimenta na parte técnica da questão, também não é capaz de apontar que indivíduo desenvolverá o problema dentre aqueles que experimentarem qualquer tipo de droga. Sendo assim, surge esse experimentador em potencial como uma pessoa a ser olhada com critério, uma vez que, evitando os experimentadores, afastamos por completo a possibilidade de termos o dependente químico. É um trabalho difícil, que deve ser ainda criado com a participação de técnicos no assunto, professores, evangelizadores, pedagogos, etc. Digo criado no sentido da vulgarização de um material apropriado, como livros e apostilas, pois ele já é realizado no GEMA.
 

 
3. Quem é o dependente químico? E quais as químicas de que ele pode ser dependente? São todos tratados juntos?
 

 
O dependente químico é portador da doença dependência química. Ela foi classificada como doença pela Organização Mundial de Saúde, graças à possibilidade de se identificar sintomas comuns a ela, como multifária, progressiva, incurável e de determinação fatal. Multifária no sentido de que são tantos e tão variados os fatores que influenciam o indivíduo a se tornar dependente químico, que fica impossível diagnosticar um fator preponderante, isso considerando somente o entendimento atual da ciência, se partirmos para o entendimento Espírita que temos acerca das questões aumentamos estrondosamente estas influências. Progressiva pois avança na quantidade de droga que se usa para se atingir um efeito desejado, além de avançar também nos prejuízos que causa em todas as relações da pessoa. Incurável uma vez que a experiência mostra que nunca mais o indivíduo poderá fazer uso do químico controladamente sem desenvolver o processo danoso novamente. A cura é no sentido da substância psicotrópica não provocar mais naquele organismo em questão os efeitos que provocava, como seria o açúcar para o diabético, por exemplo. E de determinação fatal, uma vez que não se conhece outros destinos para o dependente que não sejam, clínicas ou instituições de tratamento, prisões ou a morte prematura do corpo físico. Para nós, antes de mais nada, é sem dúvida um doente da alma, que precisa de atenção em outros setores também, não só os admitidos pela ciência atual. Qualquer substância psicotrópica (aquela que, a grosso modo falando, altera o funcionamento do organismo humano quando entra em contato com o cérebro) pode causar dependência, e sendo assim é passível de tratamento. Lembramos que o álcool, o tabaco, bem como muitos medicamentos, na maioria os de tarjas pretas, estão incluídos nesta classificação. Por tratarmos a questão da droga sem distinção, todos são tratados juntos. Os princípios da recuperação são os mesmos, honestidade, reformulação de vida e rigor na exigência dos seus novos posicionamentos.
 

 
4. Mas na sociedade civil existem o AA (alcoólicos anônimos) e o NA (narcóticos anônimos). Não seria mais adequado um grupo para dependentes de narcóticos e um para dependentes de alcoólicos? Por que?
 

 
Partimos do princípio que droga é droga. Não é porque o álcool é legalizado que seus efeitos no organismo do dependente químico vão ser minorados. Isto é uma questão social que não existe em alguns paizes do Oriente Médio, por exemplo, onde ele é proibido. O único problema que poderíamos idealizar é a questão da identificação entre os recuperandos numa das etapas do tratamento chamado de “Grupos de Mútua Ajuda”, aplicado pelos conselheiros em dependência química. Esse grupo assemelha-se com o as reuniões de NA e AA, onde em determinado momento o dependente faz relatos de suas vivências buscando explorar sentimentos e emoções do seu dia-a-dia. A diferença é que no GAEROL ele tem a orientação e direção de um técnico preparado no assunto que vai fazer interferências diretas, juntamente com os outros participantes, na forma em que o companheiro em questão está levando sua vida, sinalizando possíveis equívocos, buscando orientá-lo acerca de um caminho melhor para o processo de recuperação, etc. É o que chamamos de “retorno” ou “feedback”. Desfaz-se essa possível falta de identificação quando trabalhamos os dependentes a entenderem que são doentes independente da droga de escolha. Ela pode ser cocaína e isso não quer dizer que ele pode usar maconha. É um dependente, tem a doença, não importa qual tipo de droga foi a “escolhida” por ele e isso basta para tratar-se.
 

 
5. Quem compõe a equipe de tarefeiros do Grupo? Existe algum direcionamento específico para ser tarefeiro do trabalho?
 

 
Somos sete tarefeiros. A saber, Telma Regina que é a presidente da Casa e quem coordena a reunião mediúnica; eu, Alan Silveira que coordeno o trabalho além de militar como conselheiro em dependência química e conselheiro de família; Gisele Oliveira que é médica clínica, psiquiatra e conselheira em dependência química; Coaraci Dias, psicólogo, arte-terapeuta e conselheiro em dependência química; Joel Rodrigues, conselheiro em dependência química; Francisco Costa, conselheiro em dependência química, universitário de psicologia e cuida dos arquivamentos e secretariado do Grupo e Ana Lúcia, que é musicista, diretora da Escola Anália Franco e participa auxiliando o Coaraci nas oficinas de Arte. A busca de tarefeiros é sempre uma constante no movimento Espírita, aqui não é diferente. Todos são colaboradores e trabalham filantropicamente, porém chamamos a atenção que, como se trata de um trabalho que é também extremamente técnico, é muito importante conhecer o universo de quem tem esse problema. Todos que lidam de uma forma mais direta com os recuperandos são conselheiros em dependência química, mesmo se não atuarem efetivamente nessa posição. Porém este direcionamento pode ser dado com a chegada do tarefeiro de boa vontade. Se houver Amor no coração para atuar no bem, os obstáculos ficam menores.
 

 
6. Como é feito o trabalho com o dependente?
 

 
Tudo começa com uma entrevista agendada pelo telefone do GEMA, (21) 2612-0582. A partir daí, se for o caso e do interesse do dependente, depois de tudo explicado através do nosso regulamento e da assinatura de um termo de compromisso, começamos o tratamento, que é de forma ambulatorial. Ele tem horários a seguir em dias determinados. Geralmente ele tem dois compromissos com o conselheiro em dependência química e um com o psicólogo por semana. Os atendimentos médicos variam de acordo com a necessidade de cada um, as reuniões mediúnicas são realizadas uma vez por mês, sempre nas primeiras sextas-feiras, bem como a oficina de arte. Lembramos que todo o trabalho que envolve a prática da Doutrina Espírita, com participação nas reuniões mediúnicas, públicas, inserção do recuperando nos trabalhos da Casa estimulando a caridade como fonte reparadora da emoção, reuniões de Estudo, prática da boa leitura no lar, como também o culto do evangelho, são sistematicamente incentivados, porém vai do critério de cada um fazer estas opções.
 

 
7. E com as famílias?
 

 
As famílias reúnem-se com o conselheiro de família uma vez por semana, separadas dos dependentes químicos. Também têm acesso, caso se interessem, aos mesmos procedimentos da prática Espírita que os recuperandos dependentes químicos.
 

 
8. Existe a necessidade de o dependente estar inscrito para recuperação para que sua família receba suporte para lidar com o problema?
 

 
Absolutamente. A família geralmente desenvolve uma segunda doença, emocional, conhecida como co-dependência. Apesar desta não ser intimamente ligada só aos casos de familiares de dependentes químicos, é comum nesta situação. São muitas as dúvidas dos familiares neste aspecto: Como agir? O que falar? Quando falar? Dar ou não dar o dinheiro quando solicitado? E por aí vai. Quando acontece do familiar buscar tratamento para ele e o dependente não se interessar em ingressar no seu, esse familiar é imediatamente absorvido pela equipe para o devido tratamento com o conselheiro, a fim de aprender como lidar com essas situações, geralmente deixando de ser uma espécie de facilitador, papel que desenvolve sem se dar conta. Gostaríamos de enfatizar que esse tratamento aplicado pelo conselheiro é puramente técnico e não envolve questões que não estejam intimamente ligadas com o foco em análise (co-dependência), uma vez que não há a participação do psicólogo para desenvolver o trabalho de terapia familiar.
 

 
9. E a questão espiritual envolvida com a dependência química? Existem reuniões mediúnicas específicas para os assistidos pelo GAEROL?
 

 
Sim. Como dissemos anteriormente, elas são realizadas uma vez por mês. Na questão espiritual, dois tipos mais comuns de obsessões podem ser observadas no problema da dependência química: o caso de dependentes químicos desencarnados que vão unicamente usar o veículo físico do encarnado para consumirem a droga através das emanações fluídicas do mesmo. E o outro, não menos comum, de entidades que apresentam-se como inimigos de um passado, geralmente delituoso, e que visam unicamente a destruição daqueles que consideram algozes de outras épocas. Outras questões também são bem estudadas além dos casos de obsessões; sofredores que se surpreendem como suicidas após a morte do corpo físico, familiares ou amigos desencarnados em desespero pelos entes queridos que se perdem no vício, etc... Gostaríamos mais uma vez de uma ressalva. Os dependentes em tratamento, bem como os familiares, participam somente da primeira parte da reunião mediúnica, onde são aplicados os passes. Após, no momento das comunicações, eles são liberados para o trabalho que é feito no mesmo dia de oficina de arte. Lembramos ainda que não há vínculos entre as tarefas, é somente uma questão de acomodação de necessidades.
 

 
10. Qual a parte mais delicada do trabalho com dependência química, em sua opinião?
 

 
É um trabalho muito complexo num todo. Como dissemos, o dependente químico traz consigo, em todas essas áreas citadas, particularidades bem definidas que devem ser conhecidas para uma aplicação eficiente da metodologia. Poderíamos dizer que a parte mais conturbada é no início do tratamento, mais especificamente nos grupos de “Mútua Ajuda”, onde o conselheiro vai começar a tentar inserir no indivíduo um comportamento diferenciado em todas as suas relações. É um período realmente muito difícil, de conflitos, incômodos, etc. Onde ele mostra realmente que está disposto a enfrentar as dificuldades do tratamento ou não. Se pudéssemos avaliar a questão em grau de importância, transferiríamos toda a questão para a prevenção, sem dúvida, pelos motivos que já citamos. Certa vez nos disse Rosângela Costa Lima: “Ajudar na recuperação do dependente químico é um trabalho nobre. Ajudar a impedir que a criança se torne um dependente químico, é nobilíssimo”!
 

 
11. Qual a abordagem que o Grupo tem com crianças e jovens, no que tange à prevenção ao uso de drogas?
 

 
É um trabalho novo, que esperamos colher os frutos no futuro apesar de atuarmos em praticamente todas as fases da infância e da adolescência, na Escola Anália Franco e na evangelização do GEMA. Dividimo-lo, resumidamente, dessa forma:
 

 
MÓDULO AZUL.
 

 
Período que compreende as idades de zero e oito anos. Neste período temos oportunidade ímpar de concretizar bases sólidas de “Cristandade Moral” que no futuro servirão de enfrentamento as tendências que se manifestarão. Momento de “torpor” na personalidade real do espírito encarnado. Quando esta real personalidade se manifestar, naquilo que se revelar como negativo, encontrará em rota de colisão bases Cristãs interiorizadas.
 
Só com isso já afastamos, consideravelmente, possibilidades de desvios de conduta. Importante considerar que nesse período a criança, possivelmente, não compreenderá informações cognitivas verbalizadas sobre temas específicos que ainda não fazem parte de suas experiências. É necessário que as ações sejam direcionadas à idade. Criar atividades lúdicas e corporais que a princípio manifestarão prazer, contentamentos, risos, descontração, etc. e que no decorrer da atividade comecem a se tornar extremamente desagradáveis, desconfortáveis. A partir daí, fazer uma referência ao efeito do químico no organismo humano.
 

 
Observar dons artísticos e direcioná-los de forma prazerosa, com a criação de oficinas nesse setor, já para atender a essa idade.
 

Para o ambiente familiar, ressaltar a importância da conscientização dos pais das crianças, trabalho esse que ficaria também na responsabilidade da Casa Espírita. Reconhecemos as dificuldades nessa ação já que, muitas vezes as informações passadas são ignoradas, criando conflitos nas crianças em relação aquilo que elas ouvem dos educadores, dos evangelizadores e daquilo que elas vêem em forma de ações no próprio lar. Convidar os pais para esse processo de prevenção, para que eles possam participar ativamente, mostrando que o trabalho que estaria sendo realizado para que seus filhos não venham a ser experimentadores e conseqüentemente não corram risco de se tornarem dependentes químicos, pode ser detonado caso o comportamento deles diante dos pequeninos seja contraditório àquilo que é trabalhado. Situações importantes a serem discutidas fazendo a devida ligação ao universo do químico: vestimenta das crianças, músicas, programas de televisão, conflitos entre as informações visualizadas e verbalizadas, imposição de limites e regras a serem cumpridas por todos, escolha dos ambientes das crianças, etc.
 
MÓDULO LARANJA
 
Período de 8 a 12 anos. Surgimento da real personalidade do indivíduo (somatório das suas existências). Nesse período, uma observação mais detalhada deixam claras as tendências da criança. Com isso fica possível e necessário a criação de atividades especiais para aqueles que manifestarem essa tendência. Isto porque são, geralmente, tendências muito evidentes, explícitas, que se manifestam em todas as características da criança. Manter todos os cuidados do período anterior, com particularidades mais específicas no sentido do esclarecimento.
 
 
Dar possibilidades no que se refere a grupos, ou seja, extrapolar as relações aos limites da Casa Espírita, ajudando na criação de um contexto social favorável entre eles e seus familiares.

 
Aprofundar os estímulos aos condicionamentos artísticos.

Abordar o tema com vivências e relaxamentos que levem a uma reflexão mais apurada.
 
MÓDULO VERMELHO
 

 
A partir dos 12 anos. Surgimento ou amadurecimento da sexualidade. Período de maior indício de experimentação, apesar de já se ter, hoje em dia, registros de uso até na fase azul. Período que deve ser rodeado de muita atenção. Muitos conflitos, necessidade de auto-afirmação, de questionamentos que tendem ao desafio. É primordial, com isso, que informações precisas, seguras e verdadeiras tenham sido passadas até esse momento, para que os questionamentos sejam sadios, sem revoltas injustificáveis.
 
 
Mostrar de forma real e até forte o que se pode perder com o uso do químico em todos os setores da vida, principalmente em relação aos sonhos comuns desta etapa. Através de vivências, palestras, estudos, dinâmicas, vídeos, etc.
 
 
Continuar enfatizando os princípios das outras etapas, dando atenção equivalente à conduta sexual, que pode aparecer como fonte de fuga e de busca desenfreada de prazer, realizando com isso o mesmo processo patológico do químico.
 
 
Falar abertamente de tudo que se relaciona com a droga.
 
 
Lembremos que apesar de todo esse trabalho, alguns podem vir a experimentar o químico, e que é importantíssimo que as informações que eles tenham tido até então confiram com a realidade que eles vão encontrar, caso contrário, a tendência é de que tudo que ele ouviu se torne uma grande mentira, ou um grande equívoco; o experimentador, nessa situação, é material de confirmação e pode perfeitamente ser resgatado.
 

 
12. Existe algum projeto em andamento, para melhorar a qualidade do trabalho de prevenção junto aos que ainda não experimentaram drogas?
 

 
Existe sim. Fizemos a pouco tempo um convênio com os donos de uma propriedade que durante muito tempo serviu de escola. Esta propriedade possui um estrutura muito boa com piscina, quadra esportiva, salas de aulas, trilhas em mata, etc. Ali pretendemos focalizar essa parte artística, esportiva, de oficinas criativas, lazer, e mais o que for necessário para completar esse trabalho de prevenção que desenvolvemos. Vislumbramos com isso a possibilidade de estender a aplicação destas oportunidades a toda comunidade infantil carente da localidade onde é situada. A casa foi batizada, pela própria dona, como “Mansão dos Girassóis”, fazendo uma alusão à colônia Espiritual existente.
 

 
13. O que você gostaria de deixar registrado em nome da equipe sob sua coordenação?
 

 
Que não guardamos qualquer pretensão particularista acerca desta obra. Esperamos sim, que a Doutrina Espírita seja o diferencial deste tratamento. Somos uma equipe nova, que funciona a pouco tempo e isto não nos permite ainda a colheita de dados estatísticos acerca do trabalho. Porém, temos informações de que nos centros convencionais de tratamento não se ultrapassam os 30% de sucesso, devido às grandes dificuldades que o trabalho impõe. A FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo), que já realiza um trabalho desta natureza há mais tempo, colhe 70% de aproveitamento positivo. Só podemos, a nosso ver, atribuir isso a um fator: a Doutrina que nos abençoa, acolhe e esclarece — é o Consolador Prometido por Jesus irradiando suas benesses pelo Mundo. Resta-nos a oportunidade de agradecer a possibilidade de fazer parte deste trabalho que é de Deus, rogando a Jesus e nos esforçando para que nunca nos faltem os mínimos atributos necessários para continuar na tarefa. Resta-nos ainda incentivar as Casas Espíritas a atentarem para essa grande mazela que aflige nossos dias e começarem uma movimentação nesta lide tão necessária. Rogamos aos amigos que nos envolvam em prece fortalecendo nossas ações.
 

 
Fiquem com Deus.
 
ALAN SILVEIRA DA SILVA
Coordenador do GAEROL
 

 
Caro Alan, leve nosso abraço fraterno, a todos os amigos do GAEROL, que se dedicam com tanto carinho a esse tão belo e grandioso trabalho, o Francisco Rebouças - Espiritista deseja todo o sucesso a vocês, e está ao dispor em tudo o que puder ser útil.
 

 
Francisco Rebouças
 
 

 

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